Posso me lembrar como se fosse ontem…

Acordei pensando: “Hoje a editora vai nascer”. Finalmente sairia do plano das ideias, não seria apenas nem sonho, nem plano. Finalmente assumir a responsabilidade de fazer um livro, cada parte do processo.

Do dicionário:

Caligo
 substantivo masculino
  1. ent design. comum às borboletas crepusculares do gên. Caligo, da subfam. dos brassolíneos, que reúne cerca de 20 spp. neotropicais de grande tamanho e coloração escura.
Origem
⊙ ETIM lat.cien. gên. Caligo, do lat. calĭgo,ĭnis ‘escuridão, obscuridade’

Graças ao grande amigo Vitor, a editora assim se chamou. Não haveria melhor nome, pois Caligo também era o nome de uma personagem de um dos primeiros livros policiais que li na infância, de Lúcia Machado de Almeida, “O Caso da Borboleta Atíria”.

E a frase “Palavras com Asas”, sugerida por outra amiga, Martha, combinou totalmente.

Foi em um dia 25 de julho que a Caligo nasceu e até ser formalizada como empresa passaram-se alguns meses. E até publicar o primeiro livro, mais de um ano.  Cinco anos depois, 12 livros publicados depois, 7 livros a serem publicados até o final do segundo semestre de 2017 e… quantos ainda mais? Que sejam muitos. Seja a quantidade que for, todos terão asas.

Pedi que o amigo e escritor Fabio Shiva, autor de “O Sincronicídio”, gravasse um depoimento sobre como foi publicar o livro, 4 anos atrás, em agosto de 2013. O resultado você confere no vídeo abaixo ou clicando no cabeçalho do site, onde ele ficará fixado nos próximos dois dias. Só dá para dizer que o vídeo é uma delícia, Fabio como sempre ensinando, compartilhando conhecimento.

E me perdoem por esse texto, que pode parecer um tanto distante, impessoal, mas é que estou com uma sensação daquelas, pensando comigo mesma: “Cinco anos mesmo? Tudo isso? Passou tão rápido!” Editar e publicar livros vicia, é o que posso afirmar. Por mais de uma vez decretei o fim da Caligo, por tantos problemas, tantas dificuldades, tanta coisa que gostaria que fosse de uma forma e infelizmente não teve como. Só que também, por mais de uma vez, vi uma luz no finalzinho do túnel, um jeito de tomar fôlego, de dar uma respirada e, apesar das coisas muitas vezes (quase sempre) não serem da forma como a gente planejava, ainda assim aconteceram, foram possíveis. E não foi mágica. Arrisco dizer que tenha sido por algo ainda maior, mais fantástico.

E por tudo isso, vida longa à Caligo. Vida longa à literatura nacional, aos grandes autores nacionais ainda desconhecidos do grande público. Que eles continuem escrevendo, que não percam a vontade para essa lida, é o que deseja a Caligo em seu 5° aniversário.

Bia Machado
Editora

 

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